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Dores lombares atingem um terço da população e lideram doenças crónicas em 2025 – INE
Inquérito Nacional de Saúde revela que os problemas na coluna afetavam 3,2 milhões de portugueses no ano passado. Mulheres sofrem mais com patologias crónicas e excesso de peso já abrange mais de metade dos adultos.
Por Redação
Publicado em 24/06/2026 12:08
Nacional
@Lusa

Lisboa, 24 jun 2026 (Lusa) — Os problemas na região lombar posicionaram-se como a patologia crónica mais prevalente em Portugal durante o ano de 2025, assolando praticamente um terço dos cidadãos. Os dados foram partilhados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que identificou também a hipertensão e o excesso de peso como os principais eixos de preocupação na saúde dos portugueses.

De acordo com as conclusões do Inquérito Nacional de Saúde 2025, esta condição de dor afetou cerca de 3,2 milhões de indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos. O relatório destaca ainda que esta é uma das doenças crónicas com maior incidência entre as faixas etárias mais jovens, nomeadamente na população dos 25 aos 34 anos.

O estudo, cujas recolhas decorreram no último trimestre de 2025, indica que a lista de morbilidades crónicas mais comuns integra também a tensão arterial elevada (25,6%), os níveis elevados de colesterol (23,8%), os episódios de dor cervical ou problemas crónicos no pescoço (21,6%), as reações alérgicas (20,2%) e as situações de artrose (19%).

A análise estatística do INE permitiu também constatar que estas seis principais maleitas crónicas registam uma prevalência nitidamente superior no género feminino. O contraste de género acentua-se particularmente nos casos de artrose, que atinge 25,9% das mulheres face a 11,8% dos homens, nas dores cervicais (27,8% contra 15,1%) e nos problemas lombares (37,1% em comparação com 26,1%).

No que respeita aos indicadores físicos de peso, o panorama de 2025 revela que 57,1% da população com mais de 18 anos apresentava excesso de peso ou obesidade, traduzindo-se num Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima dos 25 kg/m². Em termos absolutos, a condição de obesidade foi diagnosticada a 1,7 milhões de adultos, enquanto o escalão de pré-obesidade abrangeu 3,8 milhões de pessoas no país.

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