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Congresso do PSD encerra hoje com discurso de Montenegro e eleição dos órgãos nacionais
A reunião magna social-democrata em Anadia fica marcada pela renovação dos vice-presidentes e pelo aguardado balanço governativo do primeiro-ministro.
Por Redação
Publicado em 21/06/2026 11:02
Nacional
@Lusa

Anadia, Aveiro, 21 de junho de 2026 (Lusa) — O 43.º Congresso Nacional do PSD chega este domingo ao fim na localidade de Anadia. O último dia dos trabalhos fica reservado para a votação das novas equipas diretivas e para a intervenção final do líder do partido e chefe do Governo, Luís Montenegro.

A primeira jornada do encontro ficou pautada por fortes reparos direcionados ao PS e ao Chega, acusados pelos sociais-democratas de bloquearem a dinâmica de reformas que o Executivo deseja aplicar no país. Na votação de hoje, os militantes vão ratificar a estrutura que acompanhará Montenegro. Há novidades de peso no elenco de vice-presidentes: entram o eurodeputado e porta-voz Sebastião Bugalho, a par dos autarcas de Lisboa e do Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte, respetivamente. Em contrapartida, Leonor Beleza mantém o estatuto de primeira vice-presidente e Hugo Soares preserva as funções de secretário-geral. Para o Conselho Nacional, cuja eleição conta com quatro listas alternativas, a liderança da lista oficial cabe à comissária europeia e ex-ministra Maria Luís Albuquerque.

O arranque do congresso deu também palco a intervenções de 14 dos 16 ministros que compõem o atual Executivo de coligação PSD/CDS-PP. As únicas ausências notadas na tribuna de oradores foram as da ministra da Justiça, a independente Rita Alarcão Júdice, e do presidente centrista e ministro da Defesa, Nuno Melo. Já na reta final da noite, quase à meia-noite, Pedro Santana Lopes surpreendeu os presentes ao deslocar-se a Anadia. O antigo primeiro-ministro, que tinha deixado o PSD em 2018 para fundar a Aliança, discursou perante uma plateia já reduzida e viu ser oficializado o seu refiliamento no partido.

Para a sessão solene de encerramento está confirmada a comparência de comitivas do PS, Chega, IL, Livre, PCP, CDS-PP, JPP e PAN. Contudo, nenhum destes partidos — incluindo o parceiro de governação CDS — enviou os seus líderes máximos ou secretários-gerais. A delegação socialista será chefiada por Marcos Perestrello, o Chega fará notar a presença da deputada Rita Matias e os liberais contam com o líder de bancada Mário Amorim Lopes. O PCP delegou a representação em Belmiro Magalhães, o Livre em Jorge Pinto, o CDS-PP no vice-presidente Telmo Correia, enquanto o JPP e o PAN se fazem representar por Nuno Ribeiro e Ernesto Morais, respetivamente.

A expectativa centra-se agora na alocução de Luís Montenegro. Na abertura, o primeiro-ministro rejeitou cenários de instabilidade política decorrentes do recente chumbo parlamentar às alterações do Código do Trabalho. Recorde-se que no congresso anterior, em Braga, o líder partidário fixou bandeiras em áreas como a imigração e a saúde, recolhendo fortes aplausos ao prometer rever a disciplina de Educação para a Cidadania. Embora essa reestruturação curricular global só esteja prevista para o ano letivo de 2027/2028, projeta-se que o chefe do Executivo aproveite o fecho do evento para traçar novas metas e passar em revista o trabalho já feito em pastas estruturais como o fisco, a habitação e a administração pública.

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