Bruxelas, 18 de junho de 2026 (Lusa) — A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou hoje o desejo de ver progressos significativos no processo de integração da Ucrânia na União Europeia (UE) já nos próximos meses de verão, através da abertura de novos capítulos estruturais de negociação (clusters). As declarações foram feitas na capital belga, no momento de chegada à cimeira de líderes europeus.
Ao lado do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e do chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, Von der Leyen defendeu que o bloco europeu deve responder positivamente aos esforços de Kiev. A responsável alemã sublinhou que a UE tem a obrigação de cumprir a sua parte sempre que a Ucrânia atinge as metas estipuladas, realçando que é fundamental capitalizar a atual dinâmica favorável e a mudança de rumo que se verifica no território ucraniano.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, corroborou a relevância do momento, recordando o arranque formal do primeiro bloco de negociações que teve lugar na passada segunda-feira. O político português classificou esse marco como um avanço crucial na estratégia de expansão da União Europeia e no percurso em direção à integração plena de Kiev no espaço comunitário.
Por sua vez, Volodymyr Zelensky fez questão de deixar um agradecimento público aos 27 Estados-membros pela sintonia demonstrada na abertura do primeiro dossiê competitivo. O presidente ucraniano adiantou que a reunião de trabalho com os parceiros europeus servirá para delinear a abordagem aos cinco blocos negociais seguintes, que considerou de importância histórica para o seu país.
Além do calendário de adesão à UE — cujo pedido formal remonta a fevereiro de 2022, logo após o início da agressão militar de Moscovo —, Zelensky detalhou que a agenda de discussões bilaterais com os líderes europeus inclui outras prioridades urgentes. Entre elas encontram-se o reforço dos sistemas de defesa antiaérea, as estratégias de preparação das infraestruturas para o período de inverno e as formas de incrementar a pressão política e económica sobre o homólogo russo, Vladimir Putin.