Londres, 18 de junho de 2026 (Lusa) — O atual presidente da Câmara de Manchester, Andy Burnham, apontado como um dos potenciais rostos à liderança do Partido Trabalhista no Reino Unido, apelou hoje à mobilização cívica por uma “mudança positiva”. O rebuço surge no âmbito das eleições legislativas parciais que decorrem na circunscrição de Makerfield, no noroeste de Inglaterra, onde o político mede forças com candidatos da ala direita populista.
Apesar de o país realizar hoje três votações parciais para preencher lugares no Parlamento de Westminster, o foco mediático está concentrado em Makerfield. Isto acontece porque o desfecho do escrutínio poderá ter repercussões diretas na estabilidade política do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, caso o seu opositor interno, Andy Burnham, garanta a vitória e assegure o regresso às bancadas parlamentares.
O líder do Partido Reformista, Nigel Farage, deslocou-se à região para dar força à campanha do candidato do seu partido, Rob Kenyon, associando a candidatura trabalhista a políticas de fronteiras abertas. Em termos de sondagens, as projeções favorecem Burnham, numa altura em que o Reform UK enfrenta a dispersão de votos provocada pelo surgimento do Restore Britain, uma nova força política fundada por Rupert Lowe e que conta com o patrocínio público do empresário norte-americano Elon Musk.
A liderança de Keir Starmer, iniciada no verão de 2024, tem sido afetada por uma quebra de popularidade na sequência de decisões governamentais contestadas e de recuos eleitorais sofridos no mês passado. Na véspera desta eleição, o chefe de Governo terá tentado integrar o rival na sua equipa ministerial — um convite formalizado à margem da cimeira do G7 em França —, mas a proposta acabou por ser declinada por Burnham. Para avançar com uma disputa formal à liderança do partido, o vencedor de hoje precisará de recolher a assinatura de 81 deputados trabalhistas.