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Rússia pressiona a Ucrânia com ataques em grande escala após bombardeamentos em Moscovo
Apesar da escalada militar e das investidas com drones, as conversações diplomáticas promovidas a nível internacional encontram-se num impasse prolongado.
Por Redação
Publicado em 18/06/2026 17:25
International
@Lusa

Moscovo, 18 de junho de 2026 (Lusa) — O Governo russo alertou hoje a Ucrânia para a iminência de uma nova vaga de bombardeamentos massivos contra o seu território. A tomada de posição surge na sequência de uma forte operação aérea ucraniana que atingiu uma refinaria de petróleo estratégica na periferia de Moscovo, naquele que é já considerado um dos maiores ataques com recursos a drones desde o início da guerra, há mais de quatro anos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, confirmou que as forças armadas do país já se encontram a preparar as ações retaliatórias, em linha com as diretrizes previamente estabelecidas pelo Presidente Vladimir Putin. O ataque ucraniano, focado nas instalações da Gazpromneft localizadas a cerca de 15 quilómetros do Kremlin, gerou fortes incêndios, colunas de fumo negro visíveis na capital russa e provocou o condicionamento do tráfego aéreo nos aeroportos locais.

Esta incursão aérea de Kiev coincide com o momento em que Putin lidera uma cimeira com dirigentes asiáticos em Kazan. Do lado ucraniano, o Presidente Volodymyr Zelensky justificou a operação militar como uma reação legítima e necessária às constantes agressões russas contra alvos civis no seu país. Zelensky referiu ainda que esta ação decorre em paralelo com novas promessas de assistência militar obtidas junto dos parceiros do G7, após contactos recentes com os presidentes dos Estados Unidos e de França.

A nível operacional, o Ministério da Defesa da Rússia declarou ter intercetado centenas de aeronaves não tripuladas nas últimas horas, com uma fatia significativa a ser travada na aproximação à região da capital. Embora os combates terrestres continuem ativos em várias frentes e com dinâmicas oscilantes, os esforços para alcançar um entendimento pacífico mantêm-se paralisados, subsistindo profundas divergências entre as duas nações no que toca ao controlo dos territórios ocupados e às salvaguardas de segurança futuras.

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