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Portugal pondera participar em operações de desminagem no Estreito de Ormuz
Ministro Nuno Melo revelou em Bruxelas que o país estuda reforçar a sua presença militar no Médio Oriente e na Roménia, face ao recuo estratégico anunciado pelos Estados Unidos.
Por Redação
Publicado em 18/06/2026 14:05 • Atualizado 18/06/2026 14:07
Nacional
@Lusa

Bruxelas, 18 de junho de 2026 (Lusa) — O Governo está a avaliar a integração de meios nacionais em missões de remoção de minas no Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, que confirmou que o país estuda reforçar o seu papel nas operações navais que a União Europeia mantém no Médio Oriente.

À saída de uma reunião de ministros da Defesa da NATO, em Bruxelas, Nuno Melo sublinhou o impacto vital do Estreito de Ormuz para a estabilidade económica global e lembrou o histórico de Portugal em missões na região, como as operações Aspides e Atalanta. O governante explicou que o eventual reforço está a ser equacionado em três vertentes: o envio de pessoal para os quartéis-generais, a partilha de dados de inteligência recolhidos por satélites e sistemas subaquáticos nacionais, e a cedência de veículos autónomos não tripulados para o combate a minas marítimas.

O ministro esclareceu que qualquer passo em frente será dado estritamente dentro dos limites das forças do país e que a proposta final, desenhada em articulação com o Estado-Maior-General das Forças Armadas, terá de receber luz verde do Conselho Superior de Defesa Nacional. Nuno Melo indicou que este reajuste responde a um apelo de espaço coletivo dirigido aos Aliados, e não a uma iniciativa isolada de eixos específicos europeus.

Para além do cenário no Médio Oriente, a tutela da Defesa autorizou a adesão de Portugal a um projeto liderado pela Noruega focado na proteção do Oceano Atlântico, que conta com a cooperação de nações como o Canadá e potências da Europa Atlântica.

No que toca ao flanco Leste europeu, onde as forças portuguesas já operam em quatro países, Nuno Melo revelou que está a ser analisado um pedido do executivo da Roménia para reforçar o contingente militar com capacidades em diversas frentes, motivado pela crescente ameaça de ataques com drones. Estas movimentações ganham uma relevância acrescida num momento em que os Estados Unidos, pela voz do seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmaram que vão rever a sua presença militar no continente nos próximos meses, transferindo para os parceiros europeus uma maior fatia da responsabilidade pela defesa coletiva.

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