Lisboa, 06 jul 2026 (Lusa) — Os aeroportos nacionais contam, a partir desta segunda-feira, com uma forte injeção de meios humanos. Um contingente de 367 novos agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) começou a ser posicionado nos postos de fronteira do país, uma medida estratégica desenhada para acelerar o controlo de passageiros e mitigar os longos tempos de espera que têm gerado forte contestação.
Estes operacionais integram a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP e concluíram na passada sexta-feira a formação teórica especializada em controlo de fronteiras aéreas. Embora arranquem hoje um estágio operacional de duas semanas, fonte oficial da força de segurança confirmou à agência Lusa que os agentes entram no ativo de imediato, assumindo funções de fiscalização sob a supervisão direta de equipas mais experientes.
O reforço será distribuído pelas principais portas de entrada do país, com a maior fatia a ficar concentrada no Aeroporto de Lisboa (170 agentes). As restantes colocações dividem-se pelos aeroportos do Porto (78), Faro (69), Funchal (29) e Açores (21). Concluído o período de estágio, o efetivo vai fixar-se de forma permanente nestas unidades.
A pressão sobre as fronteiras aéreas portuguesas escalou drasticamente após a introdução faseada do novo sistema europeu de controlo de fronteiras no Espaço Schengen, em outubro de 2025. O cenário de filas e atrasos de várias horas agravou-se consideravelmente a partir de abril deste ano, quando a plataforma digital europeia passou a operar a 100%. Perante as queixas generalizadas e o início da época alta do turismo, o Executivo viu-se obrigado a antecipar este reforço técnico e humano para evitar o estrangulamento dos aeroportos durante os meses de verão.