Lisboa, 16 jun 2026 (Lusa) – O encontro entre o presidente do Chega, André Ventura, e o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, terminou esta terça-feira sem que as duas partes conseguissem alcançar uma plataforma de entendimento sobre a revisão da legislação laboral. A aproximação entre o partido e o Executivo de Aliança Democrática é vista como decisiva para garantir a viabilização da respetiva proposta de lei no Parlamento.
À saída da reunião, que decorreu na residência oficial de São Bento e se estendeu por cerca de uma hora e meia, André Ventura falou aos jornalistas nos passos perdidos da Assembleia da República para fazer o balanço das conversações. O dirigente partidário assumiu de forma clara que, para já, "um princípio de entendimento" não foi viável devido aos diferendos que persistem em matérias fraturantes deste pacote legislativo.
O líder da terceira força política sublinhou que o Chega mantém as mesmas convicções estruturais desde o arranque deste processo negocial. Entre as principais exigências levantadas e que continuam a afastar as duas partes encontram-se dossiês sensíveis como o regime de férias e a attribution de pensões milionárias ou vitalícias.
Apesar do atual impasse, André Ventura não fechou em definitivo a porta ao diálogo, esclarecendo que o processo negocial vai entrar numa fase intensiva de avaliação a curto prazo. "Nas próximas horas, vamos trabalhar para se chegar a perceber se há entendimento ou não", concluiu o responsável, remetendo uma decisão final para os momentos que antecedem o debate parlamentar.