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Portugal "faz corar de inveja qualquer economia da União Europeia" diz Montenegro
Durante a apresentação de um investimento de 400 milhões de euros na mina de Aljustrel, o Primeiro-Ministro elogiou o panorama económico do país e prometeu mão firme contra a burocracia estatal.
Por Redação
Publicado em 16/06/2026 18:04
Nacional
Foto:Nuno Veiga

Aljustrel, Beja, 16 jun 2026 (Lusa) – O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que Portugal goza de uma solidez financeira capaz de suscitar a admiração e a "inveja" de qualquer outra economia no espaço da União Europeia. Numa intervenção focada no otimismo económico, o chefe do executivo defendeu a urgência de se assumir uma postura destemida perante as correntes pessimistas e a favor da mudança estrutural.

A leitura do governante foi partilhada no decorrer da cerimónia de lançamento de um investimento privado de 400 milhões de euros destinado à exploração mineira de Aljustrel, no distrito de Beja. Perante a plateia, Montenegro sublinhou que os indicadores nacionais colocam o país numa posição de clara vantagem face à média europeia, assegurando que nenhuma outra nação se pode gabar de apresentar um desempenho superior ao português no plano económico e financeiro, embora admita haver Estados a acompanhar o mesmo ritmo.

No palanque, ladeado pelos ministros da Economia e Coesão Territorial e do Ambiente e Energia, o líder do Governo instou o país a rejeitar o imobilismo promovido por aqueles que aparentam defender reformas mas que, na prática, tudo fazem para preservar o status quo.

O discurso serviu também para responder de forma direta às preocupações manifestadas por Humberto Costa Leite, presidente do conselho de administração da concessionária da mina de Aljustrel, que tinha aproveitado o seu tempo de antena para reclamar uma redução significativa dos entraves burocráticos nos processos licenciadores.

Luís Montenegro assegurou que o elenco governativo se encontra a estruturar uma nova abordagem estratégica para o setor dos recursos geológicos, assente na desburocratização e numa maior sintonia entre os diferentes agentes institucionais. Na ótica do Primeiro-Ministro, os circuitos administrativos têm de se pautar pela rapidez e agilidade para dar respostas tempestivas aos investidores. "Quando tiverem que dizer não, digam não o mais cedo possível e quando tiverem que dizer sim, também digam sim o mais cedo possível", vincou.

O líder do executivo concluiu com um aviso rigoroso direcionado às chefias e funcionários do aparelho de Estado. Reiterando que o Governo abriu uma autêntica "guerra à burocracia" e ao excesso de normas, Montenegro alertou que todos aqueles que continuarem a colocar os interesses setoriais dos seus departamentos acima do interesse público geral serão afastados e "lateralizados" das estruturas da administração pública.

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