Lisboa, 16 jun 2026 (Lusa) — As águas balneares portuguesas mantiveram um padrão de qualidade globalmente muito elevado ao longo da última temporada, revela o mais recente relatório de monitorização divulgado pela Agência Europeia do Ambiente. Dos 682 areais analisados em território nacional relativamente à época de 2025, 559 conseguiram obter a nota máxima de "excelente". O número traduz um acréscimo de três praias face ao ano precedente e representa 82% de todas as zonas de banho do país.
A avaliação anual, que serve de barómetro para a segurança dos banhistas, detalha que o universo das praias nacionais se dividiu ainda em 75 zonas classificadas como "boas" (11%) e 19 distinguidas com nível "suficiente" (2,8%). No polo oposto, registou-se um desempenho menos positivo no indicador mais crítico: o número de águas balneares com classificação de "má" qualidade aumentou, subindo de nove para 12 praias (1,8%). Houve ainda 17 praias que terminaram o período sem qualquer tipo de classificação atribuída (2,5%).
Os dados recolhidos pela agência europeia baseiam-se em análises microbiológicas laboratoriais focadas na deteção de bactérias indicadoras de poluição. Em comparação direta com os indicadores de 2024, verifica-se que Portugal registou um progresso ligeiro mas generalizado no volume de praias recomendadas, progredindo nas categorias de excelência (de 556 para 559), nas águas "boas" (de 73 para 75) e nas de patamar "suficiente" (de 15 para 19).
A nível comunitário, o cenário de segurança mantém-se robusto e sem grandes flutuações. Cerca de 22 mil zonas de banho espalhadas por 29 países do continente europeu foram avaliadas à luz da Diretiva das Águas Balneares. A grande maioria destas estâncias cumpriu com distinção as exigências de saúde pública da União Europeia, com 84,8% do total europeu a fixar-se no nível "excelente".
Ao todo, 96% das águas europeias monitorizadas conseguiram assegurar os critérios mínimos de qualidade para a prática de banhos, restando apenas uma franja de 1,5% catalogada com nota "má". No topo da tabela dos países que oferecem maior segurança balnear surgem a Áustria, a Bulgária, Chipre e a Grécia, destinos onde a taxa de águas "excelentes" atinge ou ultrapassa os 95%.
O documento anual da Agência Europeia do Ambiente volta também a evidenciar uma tendência geográfica estrutural: a qualidade ecológica das águas da costa marítima continua a ser superior à registada nos rios, lagos e albufeiras. No balanço europeu de 2025, 88% das águas costeiras receberam o selo de excelência, uma marca que contrasta com os 78% alcançados nas águas interiores do continente.