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Governo está disponível para “soluções extraordinárias” de ajuda aos bombeiros
Luís Neves afasta receios de asfixia financeira nas corporações, assegura pagamentos em dia e pede tolerância zero ao uso de fogo e máquinas.
Por Redação
Publicado em 13/06/2026 17:48
Nacional
@Lusa

Lousada, Porto, 13 de junho de 2026 (Lusa) – O ministro da Administração Interna garantiu este sábado que as corporações de bombeiros terão todo o apoio financeiro necessário para enfrentar a época de incêndios. À margem do centenário dos Bombeiros Voluntários de Lousada, no distrito do Porto, Luís Neves assegurou que o executivo avançará com "soluções extraordinárias" de financiamento caso o combate a grandes fogos faça disparar as despesas das associações humanitárias, deixando claro que a falta de verbas nunca será um entrave para travar o flagelo dos incêndios rurais.

Confrontado com as queixas de atrasos nos pagamentos do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o ministro garantiu que o cenário atual está regularizado. Luís Neves desvalorizou a existência de eventuais demoras pontuais, classificando-as como ligeiras e indesejáveis, mas sublinhou que o Governo já conseguiu repor e estabilizar o fluxo de pagamentos aos bombeiros quando comparado com a realidade de anos anteriores.

O governante aproveitou o momento para fazer um balanço positivo das primeiras grandes ocorrências deste ano, elogiando a eficácia do ataque inicial que evitou que os fogos dos últimos dias ganhassem proporções dramáticas. Luís Neves rejeitou ainda de forma categórica as críticas de quem o acusa de demonstrar um "excesso de confiança" perante o perigo, lembrando que tem sido o primeiro a alertar o país para a severidade da época que agora começa e que ninguém o ouviu dizer que estaria tudo a duzentos por cento pronto.

A fechar, o líder da pasta da Administração Interna deixou um forte apelo à responsabilidade civil, lembrando que o comportamento de cada cidadão é crucial numa altura em que as queimas e queimadas estão totalmente proibidas na região. O ministro alertou para o perigo do uso de maquinaria que possa gerar faíscas nas matas e para a confeção de refeições em espaços florestais, vaticinando que o verão vai ser terrível e muito difícil, o que exige um trabalho de prevenção e cuidado por parte de todos.

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