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Trump pede ataques “mais cirúrgicos” contra o Hezbollah
Em entrevista à NBC, o Presidente norte-americano defendeu ofensivas de maior precisão no Líbano e recusou vincular o país a um futuro tratado de paz com o Irão.
Por Redação
Publicado em 07/06/2026 17:38
International
@Lusa

Nova Iorque, 07 jun 2026 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou o desejo de ver operações militares "mais cirúrgicas" contra as posições do Hezbollah no Líbano. Numa entrevista transmitida este domingo pelo canal NBC News, o líder da Casa Branca sublinhou a necessidade de maior precisão nos bombardeamentos e assegurou que não irá colocar a inclusão do território libanês como exigência para um entendimento com o Irão.

"Gostaria de ver um ataque mais cirúrgico contra o Hezbollah. Penso que deveria ser mais cirúrgico", declarou Donald Trump, assinalando que o seu objetivo é garantir "uma vida melhor" para o povo libanês. Estas observações surgem na sequência de uma chamada telefónica tensa mantida recentemente com o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na qual o Presidente norte-americano terá criticado a intensidade das investidas em solo libanês.

Ao ser confrontado sobre se a estabilização do Líbano seria uma pré-condição para o diálogo com as autoridades de Teerão, o governante respondeu de forma negativa. "De todo. Não exijo nada", vincou Trump, explicando que a sua diplomacia passa por "isolar" os dois dossiês, contrariando a estratégia do regime iraniano, que ambiciona fundir os dois palcos de conflito na mesma mesa de conversações.

O posicionamento de Washington coincide com um novo surto de violência na periferia de Beirute, onde as forças israelitas voltaram a visar posições do Hezbollah sob o argumento de retaliação a disparos prévios. Desde a eclosão desta guerra, a 02 de março, o Líbano já contabiliza mais de 3.560 vítimas mortais. O movimento xiita arrastou a nação para as hostilidades como vingança pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, que foi neutralizado numa ação militar conjunta entre os Estados Unidos e Israel.

Numa análise alargada à geopolítica da região, Donald Trump elogiou o papel do atual Presidente sírio, Ahmed Al-Chareh, considerando que este poderá dar um contributo valioso na pacificação do Líbano. "A Síria está a fazer um excelente trabalho para voltar aos eixos. Tem um líder que realmente fez um bom trabalho em muito pouco tempo. E ele ficaria muito satisfeito por ajudar", afirmou à NBC.

Desde o derrube do regime de Bashar al-Assad, a nova liderança em Damasco operou uma viragem histórica ao reatar os laços formais com os Estados Unidos. O novo governante sírio tornou-se o primeiro líder do país a ser recebido oficialmente na Casa Branca, tendo-se reunido pessoalmente com Donald Trump em maio, durante um périplo do chefe de Estado americano pela Arábia Saudita.

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