A Serra de Santa Luzia vai voltar a contar com vigilância militar durante o período crítico de incêndios, entre 1 de junho e 30 de setembro, no âmbito de um protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a Escola dos Serviços do Exército, segundo informação divulgada pelo município.
A operação, que decorre de forma contínua desde 2011, tem como objetivo reforçar a prevenção e deteção de incêndios rurais, através de ações de patrulhamento e vigilância no terreno. Este ano, o período de intervenção foi alargado por mais cerca de duas semanas.
De acordo com o protocolo, serão destacados oito militares — quatro sargentos e quatro praças — que irão assegurar patrulhamento diário, apoio à vigilância e colaboração com as autoridades de proteção civil e bombeiros.
O comandante da Escola dos Serviços, coronel Paulo Jorge Rainha, sublinhou que a Serra de Santa Luzia é “mais do que um espaço natural”, considerando-a um símbolo identitário da população vianense. Defendeu ainda que a sua proteção representa a preservação de uma parte essencial da identidade local.
Já o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, destacou a importância da colaboração com o Exército, afirmando que o protocolo tem contribuído para reforçar a segurança do território e reduzir o risco de ocorrências graves nos últimos anos.
O documento estabelece também a articulação permanente entre militares, bombeiros e proteção civil, garantindo comunicação imediata de qualquer ocorrência relevante, bem como a adaptação das operações às condições meteorológicas e ao nível de perigo de incêndio.
A vigilância inclui a disponibilização diária de uma viatura e dois militares entre as 10h00 e as 19h00, podendo o dispositivo ser ajustado sempre que necessário. O município estima um encargo máximo de cerca de 6.500 euros associado à operação.
Esta colaboração entre as duas entidades foi iniciada na sequência dos grandes incêndios de 2005 e 2010, que atingiram várias zonas do concelho, incluindo a Serra de Santa Luzia.