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Lítio em Boticas: Estudo de Viabilidade Validado e Produção Estimada para Abastecer 7 Milhões de Veículos Elétricos
A mineira britânica Savannah Resources anunciou a conclusão do seu Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS) para o projeto de exploração mineira em Trás-os-Montes. O documento valida a rentabilidade e o enquadramento do projeto para uma exploração inicial de 14 anos
Por Redação
Publicado em 15/07/2026 10:09
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Lusa

A Savannah Resources deu um passo decisivo rumo à exploração de lítio no concelho de Boticas, no distrito de Vila Real, ao anunciar a conclusão bem-sucedida do seu Estudo Definitivo de Viabilidade (conhecido pela sigla em inglês DFS). A validação técnica, económica e ambiental deste documento é considerada um dos marcos mais relevantes no desenvolvimento do projeto do Barroso, abrindo caminho para o início dos trabalhos de engenharia e para a captação de financiamento internacional. 

O estudo confirma que a mina tem uma vida útil inicial projetada para 14 anos. Ao longo deste ciclo de exploração, prevê-se que as reservas prováveis cheguem às 20 milhões de toneladas de minério, o que possibilitará a produção de aproximadamente 2,56 milhões de toneladas de concentrado de espodumena. Esta quantidade de matéria-prima é, segundo as estimativas da companhia, suficiente para fabricar baterias destinadas a mais de sete milhões de veículos elétricos.

Adicionalmente, as projeções financeiras revelam um forte retorno para o erário público e economia local. A Savannah prevê injetar cerca de 720 milhões de euros em impostos, taxas e taxas de exploração (royalties) ao longo do período de vida útil estimado. O arranque da produção em escala está programado para começar a partir de 2028.

Apesar do otimismo da empresa e do enquadramento do projeto na estratégia de transição energética da União Europeia, a exploração mineira a céu aberto em Covas do Barroso continua a enfrentar uma forte oposição por parte das populações locais, de associações autárquicas e de movimentos de defesa do ambiente. Estes grupos contestam os impactos ecológicos na biodiversidade, na paisagem e no consumo dos recursos hídricos da região.

Fonte - Lusa / Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS)

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