Roma, 27 mai 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afastou esta quarta-feira de forma categórica a possibilidade de eleições antecipadas, defendendo que o país precisa de estabilidade política e não de um cenário de paralisia institucional.
Em conferência de imprensa em Roma, após um encontro com o Papa Leão XVI, o chefe do Governo espanhol sublinhou que a sua intenção é cumprir integralmente a legislatura, conforme previsto na Constituição, garantindo a execução das políticas em curso.
Pedro Sánchez argumentou que o contexto internacional exige continuidade governativa, rejeitando qualquer decisão que possa interromper o funcionamento regular do executivo.
O primeiro-ministro reconheceu ainda que existem vozes dentro do Partido Socialista que defendem a antecipação de eleições, mas desvalorizou essas pressões internas.
Sánchez afirmou que não pode convocar eleições por “interesse partidário”, defendendo que tais decisões devem ser tomadas em função do interesse geral da população.
O líder do Governo espanhol alertou também para o risco de instabilidade após eleições antecipadas, referindo a possibilidade de longos processos de formação governamental e incerteza política.