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Ministro da Economia acredita que não haverá défice mas admite que será “muito difícil”
Por Redação
Publicado em 22/05/2026 15:22
Economia
Foto:Nuno Veiga

Lisboa, 22 de maio de 2026 — O ministro da Economia e Coesão Territorial reafirmou esta sexta-feira, na Assembleia da República, que o Executivo mantém a meta de alcançar o equilíbrio orçamental no final do ano. No entanto, o governante assumiu aos deputados que o cumprimento deste objetivo será "muito difícil" devido ao forte impacto financeiro provocado pela tempestade Kristin, que assolou a região centro do país no início do ano.

Segundo as declarações de Manuel Castro Almeida avançadas pela agência Lusa, as contas públicas enfrentam uma pressão adicional de 2.000 milhões de euros em despesa extraordinária, verba inteiramente alocada a apoios públicos para mitigar os prejuízos e a destruição causados pelo mau tempo. Este cenário levou recentemente a Comissão Europeia a projetar uma inversão do excedente orçamental de Portugal para um ligeiro défice de 0.1% do PIB em 2026, penalizado quer por estes apoios de emergência, quer pelas reduções fiscais implementadas.

Apesar das previsões pessimistas de Bruxelas, o Governo mantém uma postura otimista. Já na quinta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha desdramatizado os números europeus, assegurando que o Estado dispõe de uma estrutura sólida para contrariar as estimativas e recordando que o histórico dos últimos anos tem demonstrado a capacidade do país em superar as projeções económicas iniciais.

Durante a mesma audição parlamentar, confrontado pelos deputados sobre o atraso no processo legislativo para a tributação dos lucros extraordinários das empresas do setor energético, Castro Almeida esclareceu que a medida ainda se encontra em fase de avaliação. O ministro garantiu que, assim que a proposta obtiver luz verde em Conselho de Ministros, será imediatamente remetida ao parlamento.

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