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Centristas decidem este fim de semana nova liderança
Publicado em 15/05/2026 11:13
Nacional
Foto:José Sena Goulão

(Lusa) — O CDS-PP realiza entre amanhã e domingo o seu 32.º Congresso Nacional, em Alcobaça, num momento decisivo para a clarificação da sua identidade política. O conclave servirá para eleger os novos órgãos nacionais, numa disputa que coloca frente a frente o atual líder e Ministro da Defesa, Nuno Melo, e o antigo deputado Nuno Correia da Silva.

Nuno Melo, que lidera os destinos do partido desde 2022, apresenta-se a votos com a moção "Tempo de Futuro". O recandidato defende uma linha de continuidade, argumentando que a estratégia de coligação com o PSD permitiu ao CDS "ganhar músculo" e assegurar o regresso às instituições e ao Governo. Para este mandato, Melo propõe um foco na consolidação das estruturas locais, aproveitando a ausência de ciclos eleitorais imediatos.

Oposição critica "diluição" do partido Em sentido contrário, Nuno Correia da Silva encabeça a candidatura "Liberdade em Movimento". O conselheiro nacional e antigo vereador em Lisboa critica o que considera ser uma "diluição" da identidade centrista na atual coligação governativa. Em declarações à Lusa, Correia da Silva defendeu que o partido precisa de recuperar a sua voz própria, alertando que as ideias do CDS não devem ser sacrificadas em prol da aliança com o PSD.

Juventude Popular pede autonomia O debate interno promete ser acalorado, com a Juventude Popular (JP) a levar ao congresso uma moção que defende o fim das coligações pré-eleitorais. A estrutura liderada por Catarina Marinho considera que o partido se tornou "menos reconhecível" e propõe que o CDS concorra sozinho às próximas legislativas para afirmar um projeto político independente.

Além da eleição do presidente, os delegados vão discutir 10 moções setoriais que abrangem áreas como a saúde, educação e revisão constitucional, desenhando o programa político que o CDS apresentará ao país nos próximos anos.

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