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Zelensky denunciou que a Rússia mantém importação de material bélico
Publicado em 15/05/2026 10:50
International
@Lusa

Kiev, 15 de maio de 2026 (Lusa) — O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o recente ataque com mísseis contra Kiev é a prova inequívoca de que Moscovo continua a contornar as sanções internacionais para importar componentes militares. A denúncia surge após a análise técnica dos destroços de um míssil que atingiu uma zona residencial, revelando ter sido fabricado já no segundo trimestre de 2026.

O bombardeamento de quinta-feira, classificado pela Força Aérea Ucraniana como o mais violento desde o início da invasão em 2022, vitimou 24 pessoas, incluindo três crianças, e deixou 48 feridos. O projétil atingiu diretamente um edifício de habitação de nove andares, levando o país a declarar hoje um dia de luto nacional.

Evasão de sanções e produção de armamento De acordo com Zelensky, a presença de armamento recém-fabricado no campo de batalha demonstra a existência de esquemas eficazes de evasão às restrições globais. "Os nossos parceiros devem impedir urgentemente os esquemas de importação de componentes que permitem à Rússia manter a sua capacidade ofensiva", apelou o chefe de Estado através das redes sociais, após a conclusão das operações de resgate nos escombros.

Especialistas ucranianos que analisaram os destroços confirmaram que o míssil de cruzeiro integra tecnologia e equipamentos que, tecnicamente, deveriam estar bloqueados pelo atual regime de sanções.

Impacto humanitário Enquanto Kiev processa o luto pelas vítimas, as autoridades ucranianas reforçam os apelos a uma fiscalização mais rigorosa sobre o comércio de componentes de dupla utilização, que continuam a alimentar a máquina de guerra russa apesar do isolamento económico imposto pelo Ocidente.

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