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Moscovo e Kiev libertam 205 prisioneiros de guerra em novo acordo
Publicado em 15/05/2026 11:01
International
@Lusa

Moscovo, 15 de maio de 2026 (Lusa) — Num dos maiores gestos humanitários dos últimos meses, a Federação Russa e a Ucrânia concretizaram hoje uma nova troca de prisioneiros, envolvendo a devolução de 205 militares de cada lado. O anúncio foi confirmado pelas forças armadas russas e ocorre apenas uma semana após a diplomacia norte-americana ter sinalizado a viabilidade de um novo entendimento entre os beligerantes.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o exército russo informou que os 205 militares repatriados encontram-se atualmente em território da Bielorrússia, onde recebem apoio médico e psicológico. Em contrapartida, um número idêntico de soldados ucranianos foi entregue às autoridades de Kiev.

Mediação internacional e histórico recente Esta operação contou com a mediação estratégica dos Emirados Árabes Unidos, que têm desempenhado um papel central como facilitadores humanitários neste conflito. Esta é a segunda grande troca em menos de um mês, sucedendo à libertação de 193 prisioneiros de cada lado realizada a 24 de abril.

O contexto de um conflito prolongado A guerra na Ucrânia, que entrou agora no seu quinto ano desde a invasão em fevereiro de 2022, continua a ser o conflito mais letal em solo europeu desde o fim da II Guerra Mundial. Com centenas de milhares de baixas estimadas e uma destruição sistemática de infraestruturas vitais, estes acordos de troca de prisioneiros representam raros momentos de consenso diplomático num cenário de hostilidades persistentes.

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