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Líderes internacionais choram morte de Lindsey Graham e destacam apoio à Ucrânia e à NATO
Ocidente perde uma das vozes mais influentes da geopolítica global: Trump recorda "verdadeiro patriota" e Zelensky despede-se de um aliado que visitou o país dez vezes em plena guerra.
Por Redação
Publicado em 12/07/2026 16:17 • Atualizado 12/07/2026 16:37
International
@Lusa

Redação, 12 jul 2026 (Lusa) — Uma onda de consternação mundial marcou as reações à morte de Lindsey Graham. O influente senador republicano dos Estados Unidos faleceu este sábado, aos 71 anos, vítima de uma doença breve e súbita, deixando o panorama político internacional sem um dos seus mais fervorosos defensores da estabilidade global, da Aliança Atlântica e do apoio militar à Ucrânia.

As reações de topo não tardaram. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sublinhou que Graham foi um "líder corajoso" que combateu incansavelmente para asfixiar a economia russa através de sanções severas e coordenadas com a União Europeia. Da mesma forma, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, manifestou profunda tristeza pela perda de um homem que "acreditava profundamente na Aliança Atlântica" e que se desmultiplicava em esforços diplomáticos para pôr fim à agressão russa.

Visivelmente abalado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez questão de recordar a proximidade excecional que mantinha com o senador da Carolina do Sul. Zelensky lembrou que Graham viajou dez vezes até solo ucraniano desde o início da invasão e que os dois se tinham reunido por duas vezes só na última semana. "Esteve aqui com o nosso povo quando mais precisávamos", escreveu o líder ucraniano, lamentando a perda de um "verdadeiro defensor da liberdade".

Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump recorreu à plataforma Truth Social para homenagear o seu histórico aliado de partido, descrevendo Graham como "um verdadeiro patriota" e destacando-o como "uma das melhores pessoas e um dos melhores senadores" que alguma vez conheceu. Também em Israel o luto se fez sentir: o Presidente Isaac Herzog e o ministro da Defesa, Israel Katz, recordaram o republicano como uma das vozes mais firmes na defesa do Estado hebraico e na denúncia das ameaças do Irão.

Lindsey Graham encontrava-se a cumprir o seu quarto mandato consecutivo de seis anos no Senado norte-americano, consolidando uma carreira onde se tornou uma peça-chave na política externa dos Estados Unidos.

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