Lisboa, 13 de maio de 2026 (Lusa) – A multinacional Randstad confirmou hoje a abertura de um processo de despedimento coletivo que abrange 42 colaboradores das suas operações de contact center em Portugal. A medida, inicialmente denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC), foi justificada pela empresa como um ajuste necessário face ao encerramento e redução de contratos específicos no contexto da gestão da operação.
Em declarações à Agência Lusa, fonte oficial da Randstad assegurou que o processo está a decorrer em estrita conformidade com a legislação laboral e que foram feitos esforços prévios de mobilidade interna para identificar soluções alternativas. No entanto, o sindicato contesta esta versão, afirmando que as propostas de transferência de trabalhadores de Braga e do Porto para Elvas serviram apenas para forçar despedimentos voluntários através de condições "incomportáveis".
O STCC acusa a empresa de seguir uma estratégia de deslocalização do trabalho para países com salários mais baixos e menores direitos laborais, como Marrocos, Egito ou Filipinas. Segundo o sindicato, entre os abrangidos pelo despedimento encontram-se profissionais com mais de 10 anos de antiguidade e trabalhadoras em período de amamentação, que garantiam o funcionamento de projetos ligados a entidades como a Vodafone, NOS, Digi, Nowo e REN PRO.
Para a estrutura sindical, é inaceitável que um dos maiores empregadores do país alegue falta de alternativas para estes colaboradores. O comunicado do sindicato termina com a indicação de que os trabalhadores estão a organizar uma resposta coletiva para tentar impedir a concretização deste despedimento coletivo por via judicial ou de protesto.