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Luísa Sonza defende regulamentação da IA para proteger artistas
Publicado em 10/05/2026 10:32 • Atualizado 10/05/2026 10:32
Cultura
@Lusa

Porto (Agência Lusa) – A artista brasileira Luísa Sonza manifestou este domingo a sua crescente preocupação com o avanço da Inteligência Artificial (IA) na indústria musical. Numa entrevista exclusiva à Agência Lusa, realizada no Porto, a cantora de 27 anos classificou o atual cenário como "desenfreado" e apelou urgentemente a uma nova regulamentação que proteja a identidade e o trabalho dos criadores.

O alerta da cantora surge após ter sido alvo de um caso mediático de apropriação vocal. O tema "Sina de Ofélia", uma versão gerada por IA a partir de uma canção original de Taylor Swift, simulava as vozes de Luísa Sonza e do cantor Dilsinho. A faixa chegou a entrar no "Top 50" do Spotify no Brasil antes de ser banida das tabelas oficiais em Portugal pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).

"Senti que era vítima e não sabia. No início, achei que era uma brincadeira de fã, mas isto tem de ser visto seriamente", explicou a artista à Agência Lusa. Sonza sublinhou que este descontrolo tecnológico pode prejudicar áreas críticas, desde os direitos de imagem e voz até à política, defendendo que a legislação atual precisa de ser revista para garantir que a inovação não ocorra à custa da integridade dos artistas.

Apesar dos desafios impostos pela tecnologia, 2026 marca um período de forte consolidação internacional para a gaúcha. Após o sucesso recorde de "Escândalo Íntimo", Luísa Sonza lançou recentemente os álbuns "Bossa Sempre Nova" e "Brutal Paraíso", tendo ainda garantido uma passagem de destaque pelo festival Coachella, nos Estados Unidos.

A cantora, que se tornou um dos maiores fenómenos de audições no espaço lusófono — liderando tabelas no Brasil, Portugal e Cabo Verde —, reforça que, embora tente focar-se em soluções em vez de frustrações, a proteção do património criativo humano deve ser uma prioridade global perante a evolução da IA.

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