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Direita trava hastear da bandeira LGBTI+ nos Paços do Concelho em Lisboa
Publicado em 06/05/2026 13:55 • Atualizado 06/05/2026 13:57
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A Assembleia Municipal de Lisboa rejeitou, esta terça-feira, uma proposta que visava o hastear da bandeira arco-íris no edifício principal da Câmara Municipal de Lisboa. A iniciativa, que pretendia assinalar o Mês do Orgulho, acabou por ser chumbada pelos votos contra da coligação "Novos Tempos" (PSD/CDS), do Chega e da Iniciativa Liberal.

A recomendação, apresentada originalmente pelo Bloco de Esquerda e pelo Livre, defendia que a exibição do símbolo LGBTI+ na fachada dos Paços do Concelho seria um gesto importante de inclusão e de reconhecimento da luta pelos direitos civis na capital. No entanto, a maioria de direita no órgão municipal travou a medida, mantendo a linha de que os edifícios institucionais devem preservar a sua neutralidade simbólica.

O debate foi marcado por argumentos opostos sobre o papel das instituições públicas. Do lado dos proponentes, acusou-se a direita de falta de empatia e de um retrocesso na visibilidade de uma comunidade que ainda enfrenta discriminação. Já os partidos que votaram contra sublinharam que o apoio à causa não depende da exibição de bandeiras em monumentos, reforçando que nos mastros municipais devem constar apenas os símbolos oficiais — como a bandeira Nacional e a da cidade.

Esta decisão volta a colocar Lisboa no centro de uma polémica ideológica, refletindo a divisão política sobre a forma como o poder local deve, ou não, manifestar-se em causas de natureza social e identitária.

Fonte e Foto:Lusa

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