LISBOA – Na sua estreia como Presidente da República nas celebrações do 25 de Abril, António José Seguro deixou um aviso solene ao país sobre a fragilidade da democracia. O Chefe de Estado alertou que a liberdade não se perde apenas em momentos de rutura abrupta, mas pode "desaparecer aos poucos" através da erosão das instituições e da falta de ética. Perante o Parlamento, Seguro defendeu que a clareza sobre o financiamento partidário é um pilar inegociável da legitimidade política.
Para o Presidente, a transparência nos donativos não é um mero detalhe administrativo, mas um "compromisso com o respeito pelos portugueses", combatendo a opacidade que alimenta a suspeita pública.
Centrando a sua intervenção na necessidade de instituições íntegras, António José Seguro elegeu o combate à corrupção e a celeridade da justiça como prioridades absolutas para o seu mandato. O Presidente alertou ainda para os novos desafios da era digital, defendendo um escrutínio rigoroso sobre o impacto das novas tecnologias na liberdade individual e no funcionamento das democracias modernas.
Além da integridade política, o Chefe de Estado utilizou a tribuna para denunciar as desigualdades persistentes na sociedade portuguesa, com particular destaque para a disparidade salarial entre homens e mulheres. Seguro reforçou que "a liberdade exige responsabilidade", apelando a uma união de esforços para garantir que os valores de Abril se traduzam em justiça social e igualdade de oportunidades para todos os cidadãos.
Fonte:Lusa / Foto:Rodrigo Antunes