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25 de Abril: Rui Tavares pede "grito pela República" contra distorções da democracia
Publicado em 25/04/2026 12:19
Nacional
Porta-voz do Livre, Rui Tavares

LISBOA – Na sessão solene comemorativa dos 52 anos da Revolução dos Cravos, o porta-voz do Livre, Rui Tavares, centrou a sua intervenção na defesa da pureza dos valores de Abril. Num discurso marcado por referências históricas, o deputado apelou a um "grito pela República" contra o que classificou como "cravos geneticamente modificados", numa alusão direta à utilização de símbolos alternativos por parte da bancada do Chega.

Para Rui Tavares, a democracia conquistada em 1974 deve ser protegida de tentativas de reescrita da história ou de distorções simbólicas, reafirmando a coragem daqueles que resistiram à ditadura mais longa da Europa Ocidental.

A metáfora dos "cravos geneticamente modificados" serviu para criticar a escolha do Chega em levar cravos verdes para o plenário, em vez do tradicional cravo vermelho. Tavares alertou que a história não admite "mentiras ou distorções", traçando um paralelo com a queda da 1.ª República em 1926 para lembrar que as liberdades não devem ser dadas como garantidas.

Além da vertente simbólica, o líder do Livre aproveitou a tribuna para abordar uma questão logística e política: a localização do futuro Centro Interpretativo do 25 de Abril. Rui Tavares manifestou-se contra a hipótese de o centro ser construído na Pontinha (Odivelas), como sugerido pelo Governo, defendendo que o projeto deve nascer no Terreiro do Paço, em Lisboa.

"O 25 de Abril merece estar no centro simbólico do nosso Estado", afirmou, apelando à adesão de uma petição que visa manter o museu no coração da capital, local decisivo nos acontecimentos da Revolução.

Fonte:Lusa / Foto:Rodrigo Antunes

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