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25 de Abril: PS avisa que "liberdade é incompleta" sem justiça social e dignidade laboral
Publicado em 25/04/2026 12:23
Nacional
Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro

LISBOA – Na sessão solene dos 52 anos da Revolução dos Cravos, o Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu que o projeto de Abril só se cumpre com a melhoria das condições de vida dos portugueses. No seu primeiro discurso no Parlamento nesta efeméride como líder socialista, Carneiro sublinhou que "a liberdade sem uma vida decente é incompleta" e reafirmou uma oposição intransigente a qualquer recuo nos direitos constitucionais dos trabalhadores.

O líder do PS aproveitou a tribuna para posicionar o partido como a "alternativa de confiança", focando-se em dossiês críticos como a habitação, a saúde e os rendimentos das famílias.

Perante o atual impasse sobre o pacote laboral, José Luís Carneiro garantiu que o crescimento económico não pode servir de pretexto para a erosão dos direitos de quem trabalha. A par da agenda social, o líder socialista apontou baterias ao sistema judicial, classificando-o como um pilar que "carece de obras de conservação e de reforma" para travar a perda de confiança dos cidadãos nas instituições.

Num discurso com forte pendor histórico, Carneiro recordou o custo humano da guerra colonial e a importância da solução política sobre a militar. Citando figuras históricas como Mário Soares e Manuel Alegre, o líder do PS reforçou que a democracia "não é um legado cristalizado", mas sim uma conquista diária que exige atenção às novas desigualdades.

O Secretário-Geral deixou ainda um apelo a uma nova prioridade política para a diáspora portuguesa, defendendo que as comunidades no estrangeiro devem ser motores estratégicos da projeção económica e cultural de Portugal no mundo.

Fonte:Lusa / Foto:Rodrigo Antunes

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