O Parlamento português rejeitou esta sexta-feira uma série de propostas legislativas que visavam alterar o complemento de pensão de militares e agentes da autoridade, um tema que tem gerado debate político em torno das diferenças nas reformas atribuídas a estas carreiras.
As iniciativas foram apresentadas por vários grupos parlamentares — nomeadamente pelo Chega e pelo PCP — com o objetivo de ajustar e harmonizar os complementos pagos a antigos profissionais das forças armadas e forças de segurança.
Na votação, a coligação de direita formada por PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal votou contra as revisões, enquanto o PS, o Livre e o PCP se abstiveram, resultando no chumbo das propostas.
A decisão prolonga um debate que tem dividido forças políticas sobre a justiça e sustentabilidade das pensões no sistema público, em particular em carreiras com riscos e especificidades profissionais como as dos militares e polícias.
Até ao momento, o Governo não anunciou um caminho alternativo para a revisão das pensões destes grupos, deixando em aberto se haverá novos esforços legislativos ou propostas de compromisso nas próximas semanas.
Fonte:Lusa / Foto:IA