ONU alerta para exploração de pessoas forçadas a cometer crimes informáticos
Organismo das Nações Unidas chama a atenção para o uso de coerção e tráfico humano em redes de fraude digital espalhadas pelo mundo.
Publicado em 20/02/2026 08:38 • Atualizado 20/02/2026 08:42
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As Nações Unidas emitiram um alerta sobre uma forma crescente de exploração humana ligada ao crime informático, em que indivíduos são obrigados a participar em atividades criminosas online através de coerção e tráfico de pessoas. Organizações criminosas estão a recrutar ou capturar vítimas, muitas vezes com promessas falsas de trabalho ou emprego, e depois forçam‑nas a realizar fraudes digitais, esquemas de investimento fraudulentos ou outros delitos cibernéticos em benefício dos criminosos que as controlam.

De acordo com relatórios citados pela ONU, estas redes de exploração operam em vários países e podem envolver ameaças, violência física e outras formas de abuso para manter as vítimas sob seu controlo e garantir a participação contínua nos crimes. Alguns dos relatos incluem tratamento brutal dentro de centros de operações fraudulentas, onde as pessoas são forçadas a trabalhar e enfrentar punições severas por não cumprirem metas impostas pelos responsáveis destas redes.

A ONU sublinha que esta problemática combina elementos de tráfico de seres humanos com crimes informáticos complexos, representando um desafio tanto para as autoridades policiais como para a comunidade internacional na prevenção, identificação e proteção das vítimas. O alerta apela à cooperação global para melhor combater estas redes, reforçar as leis e prestar apoio às pessoas que ficaram reféns destas práticas criminosas.

Este fenómeno, conhecido em círculos especializados como cyber slavery ou exploração cibernética forçada, demonstra como a tecnologia pode ser usada como ferramenta de criminalidade e, ao mesmo tempo, como instrumento de abuso humano, exigindo uma resposta coordenada entre governos, polícias e organismos internacionais para proteger os direitos das vítimas e desmantelar estas redes. 

Fonte:Lusa / Foto:Direitos Reservados

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