O consumo de crack nas prisões portuguesas registou um aumento de cerca de 60%, segundo dados divulgados pelo ICAD – Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência. O relatório aponta para uma tendência preocupante no uso desta droga, sobretudo em estabelecimentos prisionais.
O estudo destaca que o aumento do consumo exige medidas reforçadas de prevenção, rastreio e tratamento, assim como uma maior atenção às condições de segurança e saúde dentro das cadeias. As autoridades e os serviços de reinserção social são desafiados a implementar programas específicos que ajudem a reduzir o consumo de drogas e a mitigar os impactos no sistema prisional e na reintegração dos reclusos.
O ICAD sublinha ainda que o fenómeno não se limita às prisões, mas que a sua presença neste contexto agrava problemas de segurança, saúde e gestão das instituições penitenciárias, exigindo respostas urgentes e coordenadas.
Fonte:Lusa / Foto:IA