O diretor do Departamento de Medicina Crítica (DMC) da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Pedro Moura, apresentou a sua demissão, alegando uma falta de alinhamento estratégico e várias situações de desrespeito institucional por parte da direção clínica e do conselho de administração da instituição. A demissão terá efeitos a partir da próxima segunda-feira.
Numa comunicação enviada à administração da ULSAM e aos profissionais de saúde, Moura explica que projetos que pretendia implementar, como a criação de um Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) para doentes críticos, a reestruturação do Serviço de Urgência/Medicina Intensiva e a aplicação de Inteligência Artificial na Medicina Crítica, não receberam o devido acompanhamento ou feedback, culminando na sua decisão de se afastar do cargo.
O médico afirma que a substituição de elementos-chave da direção do Serviço de Medicina Intensiva em 2025 gerou crises internas que afetaram a estabilidade do serviço e a qualidade do circuito do doente crítico. Moura sublinha que, ao longo de 28 anos no Hospital de Santa Luzia, sempre atuou com compromisso, urbanidade e dedicação aos pacientes, muitas vezes à custa da sua própria saúde, e que permanece disponível para colaborar com a ULSAM em condições ajustadas à gestão da instituição.
A administração da ULSAM confirmou ter aceite o pedido de demissão, agradecendo a Pedro Moura pelo trabalho desenvolvido e assegurou que o funcionamento do departamento continua garantido, mantendo a prestação de cuidados aos utentes sem interrupções.
Fonte:JN / Foto:Unidade Local de Saúde do Alto Minho