A escolha de um profissional da área da enfermagem para integrar a estrutura de missão das energias renováveis apanhou a tutela de surpresa. A Ministra do Ambiente e Energia terá tido conhecimento da designação apenas através dos canais oficiais de publicação, sem qualquer articulação prévia.
Falha na comunicação interna
O caso está a gerar mal-estar dentro do Governo. Em causa está a nomeação de um enfermeiro para um cargo técnico numa estrutura dedicada à aceleração da transição energética — um setor que exige conhecimentos específicos em engenharia, economia ou direito regulatório.
Os pontos-chave do impasse:
Falta de Aviso: A governante não terá sido consultada nem informada sobre o perfil escolhido antes da oficialização.
Perfil Inadequado: A oposição e especialistas do setor questionam a experiência do nomeado para as funções em causa.
Estrutura de Missão: Este organismo é vital para o cumprimento das metas ambientais do país e para a gestão de fundos europeus.
"A situação expõe uma lacuna na coordenação entre as secretarias de Estado e o gabinete ministerial, levantando dúvidas sobre os critérios de seleção para cargos de confiança pública."
Reações e Consequências
Embora as nomeações para estas estruturas dependam frequentemente de secretarias de Estado específicas, o facto de a Ministra ter sido mantida à margem coloca pressão sobre a estabilidade da equipa. Esperam-se agora esclarecimentos sobre se a nomeação será mantida ou se haverá um recuo perante a contestação pública e a evidente quebra de comunicação interna.
Fonte- Agência Lusa / Foto:DR