A autoridade nacional do medicamento atualizou a lista de fármacos com exportação proibida. O objetivo é garantir que tratamentos para a diabetes, asma e infeções graves não faltem aos doentes em Portugal.
Para proteger o acesso dos portugueses a tratamentos essenciais, o Infarmed decidiu suspender temporariamente a exportação de cerca de 60 medicamentos. Esta medida surge após a monitorização mensal do mercado, que identificou fármacos em risco de rutura ou com stock crítico no último mês.
O que está em causa?
A proibição abrange uma gama variada de categorias terapêuticas. Entre os 59 produtos listados, destacam-se:
Vacinas: Contra pneumonias e gastroenterites;
Doenças Crónicas: Tratamentos para diabetes, asma, epilepsia e transtorno bipolar;
Saúde Mental: Fármacos para depressão;
Infeções: Antibióticos de largo espetro.
Como funciona a restrição?
Esta lista não é estática; é revista todos os meses com base no impacto que a falta destes produtos teria na saúde pública. A proibição é transversal a todo o setor, impedindo que fabricantes e distribuidores enviem estas unidades para o estrangeiro enquanto o abastecimento nacional não estiver assegurado.
Para além da vigilância interna, o regulador português colabora com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Através de uma rede de partilha de dados em vigor desde 2019, as autoridades europeias tentam antecipar falhas de stock que possam comprometer a segurança dos pacientes em todo o espaço comunitário.
Fonte:sicnoticias / Foto:Netfarma