O Hospital Pediátrico de Coimbra encontra-se atualmente sem qualquer professor para assegurar o apoio escolar às crianças internadas, confirmou esta quinta-feira a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, situação que está a gerar preocupação junto da Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro.
Segundo a ULS, estavam atribuídas ao hospital duas docentes do Ministério da Educação, mas nenhuma se encontra em funções neste momento. Uma das professoras está de baixa por doença prolongada e o pedido anual de Mobilidade Estatutária da outra foi recusado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, com a justificação de inexistência de contingente disponível.
A diretora-geral da Acreditar, Margarida Cruz, considera que esta situação representa um retrocesso no apoio às crianças hospitalizadas, sobretudo às que enfrentam internamentos prolongados, como acontece em oncologia pediátrica. A responsável sublinha que os hospitais têm uma função educativa e que a ausência de professores compromete um direito que estava anteriormente assegurado.
A ULS de Coimbra reconhece a importância das atividades pedagógicas durante o internamento e garante que tem feito esforços para encontrar uma solução, embora admita que, até ao momento, tal ainda não foi possível.
A associação alerta ainda para fragilidades noutros apoios fundamentais, como o acompanhamento psicológico, e defende um reforço do compromisso do Estado com os Padrões Europeus de Cuidados para crianças e jovens com cancro, de forma a garantir equidade, qualidade e respeito pelos direitos das famílias.
O Ministério da Educação foi questionado sobre esta situação, mas ainda não respondeu.
Fonte:CNN Portugal / Foto:Hospital Pediátrico de Coimbra