Europa envia forças para a Gronelândia em resposta a ameaças de Trump
Publicado em 17/01/2026 00:00
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Numa demonstração de força diplomática sem precedentes, a França e a Alemanha deram início ao destacamento de efetivos militares para a Gronelândia. A medida surge como uma "barreira de soberania" europeia face às recentes declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, que reacendeu a intenção de adquirir o território dinamarquês, evocando a possibilidade de uma intervenção direta.

O "Escudo Ártico" em marcha

A França foi a primeira nação a agir, enviando uma unidade especializada de 15 militares das tropas de montanha para a capital, Nuuk. Pouco depois, Berlim confirmou o destacamento de 13 elementos para apoio logístico e reconhecimento. Embora os números sejam reduzidos, o simbolismo é claro: a Europa não deixará a Dinamarca isolada perante a pressão de Washington.

"Não estamos aqui para um conflito, mas para garantir que o direito internacional e a integridade territorial da Dinamarca sejam respeitados", afirmou o Ministério da Defesa francês em comunicado oficial.

Crise na NATO

A tensão escalou após Donald Trump ter classificado a recusa dinamarquesa em negociar a ilha como "um ato de hostilidade" contra os interesses de segurança dos Estados Unidos. O presidente americano sugeriu que, perante a "incapacidade europeia de proteger o Ártico da China e da Rússia", os EUA poderiam ser forçados a assumir a administração do território.

Impacto Geopolítico

A Gronelândia, rica em minerais críticos e estratégica para o controlo das rotas polares, tornou-se o novo epicentro da instabilidade na NATO. Enquanto Copenhaga agradece o apoio dos aliados europeus, analistas alertam que este destacamento pode levar a uma retaliação económica por parte da Casa Branca ou até à retirada de tropas americanas de outras bases na Europa.

Fontes de Informação - Reuteurs / CNN Portugal

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