EUA concluem primeira venda de petróleo venezuelano de meio milhar de milhões e abrem nova era energética
Trump avança com vendas de crude de Caracas e empresas norte‑americanas debatem investimentos bilionários
Publicado em 15/01/2026 11:56 • Atualizado 15/01/2026 12:13
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Os Estados Unidos concluíram a sua primeira venda de petróleo venezuelano, no valor de cerca de 500 milhões de dólares (aproximadamente 460 milhões de euros), anunciou um responsável da administração norte‑americana, num movimento que marca uma mudança significativa nas relações energéticas entre Washington e Caracas.

A transação é parte de um acordo mais amplo de 2 mil milhões de dólares alcançado entre os dois países após a recente mudança de poder em Caracas, envolvendo as vastas reservas de crude da Venezuela, tradicionalmente um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Mais vendas de petróleo estão previstas nos próximos dias e semanas, segundo a mesma fonte, com os rendimentos desta primeira ronda a serem mantidos em contas bancárias controladas pelos Estados Unidos — incluindo uma conta principal no Qatar — para facilitar as transações e evitar o risco de apreensão dos fundos.

O anúncio decorre no contexto de uma ofensiva dos EUA para explorar e comercializar crude venezuelano, depois de meses de tensões e sanções económicas que limitaram fortemente as exportações do país. O presidente Donald Trump tem deixado claro que pretende aproveitar as reservas energéticas do país, prevendo investimentos de até 100 mil milhões de dólares na reconstrução do debilitado setor petrolífero — embora detalhes concretos sobre esse montante ainda não tenham sido esclarecidos.

Os planos da administração norte‑americana para capitalizar o petróleo venezuelano foram recebidos com algum ceticismo por parte de dirigentes do setor energético, incluindo executivos das grandes petrolíferas, que sublinharam as dificuldades legais e comerciais de operar na Venezuela.

A medida surge também em paralelo com outras decisões tomadas pela Casa Branca para proteger e gerir os rendimentos petrolíferos da Venezuela sob controlo norte‑americano, incluindo ordens executivas que impedem que tribunais ou credores apreendam esses fundos enquanto se tenta restaurar a infraestrutura energética e aproveitar os recursos disponíveis. 

Foto: Reuters, VIA CNN Portugal

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