O Santander revelou ter sido alvo de uma verdadeira corrida por parte dos jovens que querem comprar casa. O banco anunciou que já recebeu mais de 36 mil pedidos de crédito à habitação ao abrigo do regime de garantia pública para menores de 35 anos, um volume que o levou a solicitar um reforço de 150 milhões de euros à sua quota deste programa.
Este montante vem juntar-se aos 259 milhões de euros inicialmente atribuídos à instituição, que já era a que tinha a maior fatia entre os bancos aderentes. A justificação apresentada passa pelo ritmo intenso da procura e pelo papel que o Santander afirma ter assumido no financiamento à habitação.
Segundo o banco, os pedidos recebidos representam cerca de 6.800 milhões de euros em crédito solicitado, tendo já sido assinadas escrituras num valor que ronda 1,1 mil milhões de euros. Em 2024, aproximadamente metade dos créditos à habitação concedidos pelo Santander foram a clientes com menos de 35 anos, tendo o banco apoiado mais de 12 mil jovens na compra de casa, metade deles através da garantia pública.
O Governo já tinha autorizado reforços semelhantes para outras instituições, incluindo a CGD e o Banco CTT, confirmando que o limite global de 1.200 milhões de euros em garantias públicas está a ser rapidamente consumido. Esta garantia funciona como um “fiador” do Estado até 15% do valor da transação, permitindo aos jovens chegar, na prática, ao financiamento de 100% do valor da casa, desde que cumpram os critérios estabelecidos.
Podem beneficiar da medida jovens entre 18 e 35 anos, na compra da primeira habitação própria permanente, até 450 mil euros, desde que não sejam já proprietários e não ultrapassem o oitavo escalão do IRS.
O Ministério das Finanças foi questionado sobre o reforço e encontra-se ainda a preparar resposta.
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