O Boavista encontra-se em risco de encerramento imediato após não ter efetuado o pagamento de 149.680 euros aos credores, anunciou a administradora de insolvência Maria Clarisse Barros em requerimento enviado ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia.
A quantia em falta inclui 53.680 euros para despesas correntes do clube e 96.000 euros, correspondentes à primeira prestação de três para regularizar dívidas anteriores. O pagamento deveria ter sido efetuado até ao dia 10 de janeiro, seguindo o plano aprovado em assembleia de credores a 16 de dezembro de 2025, que permitiu ao clube continuar em atividade sob supervisão judicial.
A administradora de insolvência alerta que, em caso de incumprimento, poderá determinar o fecho da atividade do clube em 15 dias, sem necessidade de nova convocação da assembleia de credores.
O Boavista, presidido por Rui Garrido Pereira, tem tentado recuperar financeiramente através de negociações com investidores privados e entidades públicas, além de campanhas de angariação de fundos, mas a situação continua crítica. O clube está sem equipa profissional sénior desde o verão e a SAD enfrenta restrições da FIFA que impedem a inscrição de novos jogadores, enquanto a equipa sénior criada em 2025 compete apenas com jovens da sub-19.
O clube, que detém 10% da SAD e foi despromovido administrativamente à II Liga, deixou de disputar partidas nacionais nesta época e enfrenta um cenário financeiro delicado, após 11 épocas consecutivas na I Liga e o título histórico de campeão nacional em 2000/01.
FonteJNfotoRicardo Nogueira / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0