O consumo de eletricidade em Portugal bateu um novo máximo histórico em 2025, atingindo 53,1 Terawatt-hora (TWh), um aumento de 3,2% face a 2024, segundo a associação Zero. Contudo, este crescimento não foi acompanhado pela produção renovável, que praticamente estagnou, fazendo com que a percentagem de eletricidade limpa no consumo recuasse de cerca de 70% em 2024 para 68% no ano passado.
O aumento da dependência de centrais a gás natural resultou num acréscimo de um milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO₂), interrompendo a trajetória de reforço contínuo das fontes limpas. Este desequilíbrio foi acentuado pelo apagão de 28 de abril, que obrigou a recorrer à produção fóssil por razões de segurança e receio quanto à importação de energia de Espanha.
Em 2025, a produção elétrica a partir de gás natural totalizou 7,9 TWh, um aumento de 54% em relação a 2024, evidenciando a vulnerabilidade do sistema sempre que as renováveis não conseguem responder à procura ou a eventos excecionais.
A associação Zero alerta para a necessidade urgente de acelerar a instalação de energias renováveis, reforçar as redes elétricas e interligações ibéricas, e planear o sistema de forma integrada. O objetivo é garantir que o crescimento do consumo elétrico não se traduza em mais emissões, mantendo o caminho para a neutralidade climática.
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