A falta de pessoal nos serviços de controlo de tráfego aéreo durante o período de Natal provocou um verdadeiro caos na operação da Ryanair. Ao todo, mais de 3.200 voos e 600 mil passageiros da companhia foram afetados por atrasos considerados “evitáveis”, dos quais 307 voos e 55.260 passageiros tiveram impacto direto em Portugal, revelou a transportadora irlandesa.
A empresa sublinha que um volume tão elevado de perturbações, precisamente numa das épocas do ano com maior movimento, é “inaceitável”. Portugal surge como o terceiro país mais penalizado, atrás de Espanha e França, que concentraram 34% e 31% dos atrasos, respetivamente.
Em Espanha, 1.098 voos atrasados afetaram quase 200 mil viajantes, enquanto França registou 999 voos com atrasos, perturbando cerca de 180 mil passageiros. Já na Alemanha verificaram-se atrasos em 242 voos, atingindo mais de 43 mil viajantes.
O presidente-executivo da Ryanair, Eddie Wilson, acusou a escassez de controladores aéreos de estar na origem do problema e lamentou que 600 mil passageiros tenham sido prejudicados por falhas que, considera, poderiam ter sido evitadas. A companhia volta assim a pressionar a União Europeia para uma reforma urgente no setor do controlo aéreo, criticando o que vê como falta de resposta por parte da Comissão Europeia.
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