O tribunal de Paris condenou esta segunda-feira dez pessoas — oito homens e duas mulheres, com idades entre 41 e 60 anos — a penas de até oito meses de prisão suspensa por assédio online dirigido à primeira-dama francesa, Brigitte Macron. Os arguidos difundiram teorias falsas sobre o género da esposa do Presidente Emmanuel Macron, alegando que seria transgénero, e fizeram comentários ofensivos sobre a sua sexualidade.
Entre os condenados estão um professor, um galerista, um médium, um informático e até uma autoridade eleita. Além das alegações sobre o género de Brigitte Macron, os arguidos também atacaram a diferença de idade de 24 anos entre ela e o marido, chegando a insinuar “pedofilia”.
O caso surgiu depois de o casal Macron ter iniciado, em julho de 2025, uma ação judicial nos Estados Unidos contra difamação, motivada pela viralização de notícias falsas sobre a identidade de Brigitte Macron, incluindo publicações de influencers de extrema-direita como Candace Owens. A primeira-dama sublinhou que os ataques online ignoravam documentos oficiais, incluindo a certidão de nascimento que prova o seu género, e defendeu a necessidade de combater a desinformação na internet, esperando que a condenação sirva de exemplo.
FontesicnoticiasfotoAFP