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Trump assume controlo estratégico na Venezuela e fala em operação inédita desde a Segunda Guerra Mundial
Publicado em 03/01/2026 17:57 • Atualizado 03/01/2026 17:59
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este sábado que a intervenção militar norte-americana na Venezuela foi uma ação sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, elogiando de forma enfática o desempenho das Forças Armadas dos EUA e assumindo abertamente os objetivos estratégicos de Washington no país sul-americano.

Numa conferência de imprensa realizada em Mar-a-Lago, Trump declarou que a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, representa um ponto de viragem histórico. Segundo o líder norte-americano, ambos serão julgados em solo americano, enfrentando “o poder total da justiça dos Estados Unidos”.

Trump revelou ainda que grandes empresas petrolíferas norte-americanas deverão entrar na Venezuela para investir milhares de milhões de dólares na recuperação das infraestruturas energéticas do país. O presidente classificou o setor petrolífero venezuelano como um “fracasso total” ao longo de anos, sublinhando que a produção estava muito aquém do seu potencial.

Apesar dessas intenções económicas, Trump garantiu que o embargo ao petróleo venezuelano se mantém em vigor, bem como a presença militar dos EUA na região. O presidente afirmou que todas as opções militares continuam em cima da mesa até que as exigências norte-americanas sejam plenamente cumpridas.

Num aviso direto às elites políticas e militares venezuelanas associadas ao antigo regime, Trump afirmou que o destino de Maduro poderá repetir-se para outros responsáveis, caso não ajam de forma justa para com o povo venezuelano.

Ao descrever a operação militar, Trump afirmou que nenhuma outra nação teria capacidade para executar uma ação semelhante num período tão curto. Disse ainda que todas as capacidades militares da Venezuela foram rapidamente neutralizadas, destacando o uso de superioridade tecnológica e estratégica, incluindo o apagão de várias zonas de Caracas durante a captura do presidente.

O chefe de Estado norte-americano admitiu igualmente que os Estados Unidos irão exercer controlo sobre o país “até certo ponto”, justificando essa posição com a necessidade de evitar o regresso a um cenário semelhante ao que, segundo Trump, marcou anos de instabilidade e repressão.

Trump revelou que uma segunda vaga de ataques chegou a ser preparada, mas acabou por não ser necessária devido ao sucesso da operação inicial, embora tenha garantido que os EUA continuam prontos para uma intervenção ainda mais vasta, se tal vier a ser considerado necessário.

No final do discurso, Trump declarou que a saída de Maduro simboliza a libertação do povo venezuelano, afirmando que o país entra agora numa nova fase. “Foi um caminho longo, mas as pessoas estão livres novamente”, concluiu.

FontecnnportugalFoto: Kate Munsch/REUTERS

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