António Costa, Ursula von der Leyen e Roberta Metsola celebram os 40 anos da entrada de Portugal na CEE, destacando a transformação democrática e os mais de 100 mil milhões de euros que moldaram o Portugal moderno.A data de 1 de janeiro de 1986 não foi apenas uma formalidade diplomática; foi o início de uma metamorfose profunda. Hoje, ao assinalarem os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), os principais líderes das instituições europeias são unânimes: o projeto europeu e o desenvolvimento português são agora indissociáveis.
O "Marco Histórico" de António Costa
Pela primeira vez a falar como Presidente do Conselho Europeu, António Costa classificou a entrada no bloco europeu como o motor que transformou Portugal em todos os indicadores sociais e económicos. Costa, que agora lidera os destinos dos Estados-membros, sublinhou que a integração não foi apenas económica, mas o pilar que consolidou a democracia tanto em Portugal como em Espanha, apelando à unidade atual para garantir a paz no continente.
Von der Leyen e o "Espírito de Inovação"
Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, focou o seu discurso no enriquecimento cultural e na modernização. Para a responsável, Portugal trouxe à União um "espírito de inovação" único, destacando o sucesso das startups nacionais e o impacto das infraestruturas financiadas por Bruxelas — com destaque para a icónica Ponte Vasco da Gama. "A adesão mostra que, unidos, somos mais fortes", reforçou.
O Balanço de 40 Anos em Números
Para além da retórica política, os dados confirmam o salto qualitativo do país desde 1986:
Apoios Financeiros: Portugal absorveu mais de 100 mil milhões de euros em fundos comunitários.
Economia: O PIB per capita subiu de cerca de 50% para os 75% da média europeia.
Exportações: O peso das vendas ao exterior no PIB triplicou, passando de 15% para mais de 45%.
Cidadania: Os portugueses são hoje os maiores entusiastas da União, com 69% de imagem positiva, o valor mais alto entre os 27 Estados-membros.
Roberta Metsola, Presidente do Parlamento Europeu, sintetizou o sentimento desta efeméride ao afirmar que, se em 1986 Portugal procurava a Europa pela estabilidade, hoje é a própria Europa que encontra em Portugal um parceiro diplomático indispensável e um "fazedor de pontes".
Apesar dos desafios estruturais que persistem na produtividade, o balanço de quatro décadas revela um país que trocou o isolamento pela integração, tornando-se uma das vozes mais fiéis ao ideal federalista europeu.
Fonte e imagem - Página oficial Parlamento Europeu (Gabinete em Portugal)