O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmou o compromisso de levar por diante um programa de profundas reformas nos próximos três anos e meio, afastando a hipótese de eleições legislativas antecipadas. A mensagem foi deixada numa comunicação de Ano Novo gravada em vídeo e divulgada nas redes sociais do partido.
Na intervenção, Montenegro abordou também as eleições presidenciais de 18 de janeiro, sublinhando que o PSD apoia “de forma convicta” a candidatura do antigo líder do partido, Luís Marques Mendes. Ainda assim, fez questão de frisar que se trata de eleições que não devem ser encaradas como partidárias. Para o primeiro-ministro, Marques Mendes é “o candidato mais bem preparado” para exercer as funções de Presidente da República.
O líder social-democrata destacou que, após o ciclo eleitoral, o país terá um período prolongado sem eleições nacionais, o que deverá permitir ao Governo concentrar-se na execução do seu projeto político. Apesar de o executivo PSD/CDS-PP não dispor de maioria absoluta no parlamento, Montenegro defendeu uma governação baseada na coragem política, no diálogo e na humildade democrática.
As áreas da saúde, educação, habitação, transportes, proteção ambiental e afirmação internacional de Portugal foram apontadas como prioridades de um projeto que ambiciona colocar o país “na linha da frente”. O primeiro-ministro reiterou ainda a meta de criar mais riqueza, evocando a “mentalidade de Cristiano Ronaldo” como exemplo de valorização do talento aliado ao esforço.
No plano social, garantiu que o Governo pretende aumentar o rendimento dos trabalhadores e assegurar a sustentabilidade e valorização das pensões, defendendo que ninguém deve ficar sem condições para uma vida digna.
Dirigindo-se aos militantes do PSD, Luís Montenegro apelou ao sentido de responsabilidade do partido e evocou o legado dos fundadores e antigos líderes, como Francisco Sá Carneiro e Francisco Pinto Balsemão. A mensagem terminou com um apelo à mobilização interna: “Conto convosco. Um excelente ano de 2026. Vamos ao trabalho”.
Sobre 2025, o primeiro-ministro fez um balanço positivo, destacando as vitórias nas legislativas antecipadas de 18 de maio, que garantiram estabilidade política, e nas autárquicas de 12 de outubro, onde o PSD recuperou a liderança das associações nacionais de municípios e de freguesias.
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