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INEM admite paragem temporária de seis VMER no Natal por falta de equipas médicas
Publicado em 31/12/2025 18:38
Saúde
FESTIVAL

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) confirmou que, na véspera de Natal, seis Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) estiveram temporariamente inoperacionais nas regiões de Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo, devido à falta de equipas médicas disponíveis.

Em resposta à agência Lusa, o INEM esclareceu que a situação se deveu a dificuldades na gestão de recursos humanos num período festivo, tradicionalmente mais exigente em termos de disponibilidade de profissionais de saúde. Ainda assim, garantiu que não se registaram constrangimentos fora do padrão habitual.

Segundo o instituto, nos dias 23 e 25 de dezembro os níveis de operacionalidade das VMER mantiveram-se dentro da normalidade. Entre 19 e 29 de dezembro, a taxa de inoperacionalidade a nível nacional foi de 3,04%, com períodos mais prolongados de paragem registados em Santarém, Vila Nova de Famalicão e Beja.

Questionado sobre a operacionalidade das viaturas para a noite desta quarta-feira, o INEM não prestou esclarecimentos concretos, limitando-se a referir que o Sistema Integrado de Emergência Médica funciona em rede e numa lógica de complementaridade de meios.

O INEM sublinhou ainda que a responsabilidade pela disponibilização de médicos e pela gestão das escalas das VMER cabe às unidades hospitalares onde estas estão sediadas, acrescentando que as escalas são dinâmicas e podem sofrer ajustamentos, sobretudo em épocas festivas. Atualmente, existem 44 VMER em funcionamento no continente.

 

A situação foi inicialmente noticiada pela SIC. Em reação, a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) alertou que este não é um caso isolado, mas sim reflexo de uma falha persistente na garantia de um serviço essencial. A associação considerou particularmente grave a paragem das viaturas num período marcado por campanhas de prevenção da sinistralidade rodoviária, defendendo esclarecimentos urgentes e reforçando que a emergência médica não pode operar abaixo dos mínimos aceitáveis, sobretudo em alturas de maior risco.

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