O candidato às Presidenciais reagiu à confirmação da PGR de que não é arguido, classificando o timing da investigação como uma tentativa de interferência nas eleições.A três semanas da ida às urnas, a campanha presidencial subiu de tom. Henrique Gouveia e Melo reagiu com dureza às recentes notícias sobre um inquérito do Ministério Público a ajustes diretos realizados durante o seu comando na Marinha, afirmando estar a ser vítima de um "assassinato de caráter".
PGR esclarece estatuto do candidato
Em resposta oficial, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a existência de um inquérito no DIAP de Almada sobre contratos da Armada entre 2017 e 2020. No entanto, o órgão sublinhou que Gouveia e Melo não foi constituído arguido e que o processo se encontra na fase final de investigação.
Para o candidato, este esclarecimento é a prova de que não é o alvo central do processo, que já teria sido anteriormente validado pelo Tribunal de Contas apenas com recomendações administrativas.
Críticas ao "timing" eleitoral
Durante uma ação de campanha em Loures, o antigo Chefe do Estado-Maior da Armada não poupou críticas à forma como o caso ressurgiu na praça pública a poucos dias das eleições de 18 de janeiro:
Interferência democrática: O candidato classificou o momento como "estranho" e uma "tentativa de ingerência no processo político".
Insinuações: Gouveia e Melo desafiou os responsáveis pelas suspeitas a "acusarem na cara" em vez de lançarem dúvidas indiretas através da comunicação social.
Leitura popular: Questionado sobre quem estaria por trás desta manobra, o candidato remeteu a resposta para o discernimento dos eleitores, afirmando que "a população percebeu perfeitamente" o que está em causa.
O caso, que envolve 57 contratos por ajuste direto, promete continuar a marcar o debate político, numa altura em que as sondagens e as estratégias de campanha entram na fase decisiva.