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Rússia acusa Ucrânia de ataque à residência de Putin e ameaça endurecer posição nas negociações
Publicado em 30/12/2025 10:09
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Poucas horas depois de Donald Trump ter afirmado que um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia poderia estar a semanas de distância, a Rússia acusou Kiev de um alegado ataque com drones a uma das residências do presidente Vladimir Putin. A Ucrânia desmentiu de imediato qualquer envolvimento, mas Moscovo aproveitou a situação para anunciar que poderá rever a sua posição negocial.

A acusação foi feita pelo ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, que afirmou que a residência de Putin, localizada em Novgorod, a norte de Moscovo e próxima da fronteira com a União Europeia, teria sido alvo de um “ataque terrorista” com recurso a 91 drones. O Kremlin não apresentou provas e não esclareceu de que forma esta alegada ofensiva irá alterar a estratégia russa.

Kiev rejeitou por completo a acusação. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que se trata de mais uma tentativa de Moscovo de manipular a narrativa internacional e de minar a confiança dos Estados Unidos, sobretudo após recentes contactos diplomáticos. Segundo Zelensky, o objetivo poderá ser preparar o terreno para novos ataques russos, incluindo contra Kiev e edifícios governamentais, sob o pretexto de retaliação.

Donald Trump, que voltou a falar com Vladimir Putin por telefone, admitiu publicamente que o ataque pode não ter passado de uma operação de falsa bandeira, encenada por Moscovo para justificar um endurecimento da sua posição. Ainda assim, o antigo presidente norte-americano afirmou ter ficado “muito zangado” com a alegação de um ataque à casa de Putin, reconhecendo que esse cenário complicaria qualquer tentativa de negociação.

Entretanto, a Rússia continua a reforçar a pressão militar no terreno. Vladimir Putin deu instruções às Forças Armadas para intensificarem as operações com o objetivo de alcançar o controlo total da região de Zaporizhzhia, numa altura em que se admite que a Ucrânia possa vir a perder definitivamente o Donbass.

 

Para Kiev, este contexto reforça a ideia de que Moscovo procura ganhar tempo e conquistar mais território antes de qualquer acordo. As autoridades ucranianas alertam agora para a possibilidade de ataques russos mais intensos, especialmente contra alvos estratégicos na capital, Kiev, mantendo o país em estado de máxima vigilância.

FontecnnportugalFoto: Sputnik/Mikhail Metzel/Pool via Reuters

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