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Marcelo despede-se da ginjinha no Barreiro e faz balanço emocional: “A pandemia foi o período mais duro”
Publicado em 24/12/2025 16:25
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O Presidente da República marcou esta quarta-feira a sua despedida da tradicional ginjinha no Barreiro com uma mensagem centrada na paz, na saúde e na concórdia entre os portugueses, num momento em que fez também um balanço dos seus dois mandatos à frente do país. Marcelo Rebelo de Sousa recordou a pandemia da covid-19 como a fase mais difícil e dolorosa do seu percurso presidencial.

Após o habitual almoço no Barreiro, na véspera de Natal, o chefe de Estado sublinhou que a paz é essencial para evitar novas consequências económicas, sociais e pessoais, tanto em Portugal como na Europa. Para além da paz, desejou saúde a todos os portugueses e apelou ao entendimento e à aceitação das diferenças numa sociedade que considera plural.

Ao olhar para trás, Marcelo destacou os anos da pandemia como os mais exigentes da sua presidência, lembrando as sucessivas declarações e renovações do estado de emergência. Admitiu que esse período foi particularmente difícil do ponto de vista político e humano, sublinhando o desgaste sentido pela população à medida que a crise sanitária se prolongava.

Sobre 2023, ano marcado pela demissão de António Costa e pela polémica em torno do chamado caso das gémeas, o Presidente descreveu-o como uma “tempestade perfeita”, com uma crise política simultânea a um ambiente de forte pressão sobre a Presidência da República.

Questionado sobre as três dissoluções da Assembleia da República durante o seu último mandato, Marcelo Rebelo de Sousa diferenciou cada uma das situações, lembrando que resultaram, em dois casos, da vontade expressa de ir a eleições, primeiro em 2022 e depois por iniciativa do Governo liderado por Luís Montenegro. Ainda assim, salientou a estabilidade política relativa de Portugal quando comparada com outros países europeus, que tiveram vários primeiros-ministros ao longo da última década.

A poucas semanas das eleições presidenciais, Marcelo afirmou acreditar que todos os candidatos em corrida têm condições para fazer uma presidência melhor do que a sua. Disse ver como traço comum entre eles o gosto pelas pessoas, característica que considera fundamental para o exercício do cargo.

O Presidente elogiou ainda os debates televisivos, considerando-os esclarecedores e importantes para dar a conhecer candidatos que estiveram afastados da política ou que tinham percursos essencialmente militares. Na sua opinião, os portugueses estão hoje bem informados e o país ficará bem servido.

 

Por fim, confirmou que irá manter a tradicional mensagem de Ano Novo, garantindo que será breve e marcada por uma neutralidade absoluta, apesar de coincidir com a véspera do início oficial da campanha presidencial.

Fonte Lusa

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