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Portugal em alerta: PJ e Governo lançam ofensiva contra a radicalização digital de jovens
Publicado em 14/01/2026 01:00
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Sob o lema de que o que nasce no digital tem consequências fatais no mundo real, a Polícia Judiciária (PJ) e o Governo português apresentaram esta terça-feira uma estratégia reforçada para combater a propagação de discursos de ódio e o recrutamento extremista nas redes sociais. A campanha "Ódio online mata offline" marca uma mudança de paradigma, assumindo que Portugal já não é imune a processos de autorradicalização.O perigo invisível nos ecrãs

Durante uma conferência na sede da PJ, o Diretor Nacional da instituição, Luís Neves, revelou que as autoridades já monitorizam casos concretos de radicalização em território nacional. O foco da preocupação recai sobre os mais jovens, que, através de plataformas de jogo e redes sociais, são expostos a algoritmos que alimentam bolhas de intolerância e violência.

"Estes conteúdos não são apenas opiniões; são sementes de violência que podem levar a atos de terrorismo ou crimes de ódio graves", sublinhou Luís Neves, defendendo que o Plano de Ação Nacional contra o Extremismo deve ser um documento vivo e conhecido por toda a sociedade civil.

Do bloqueio à prevenção escolar

A Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, reforçou a necessidade de uma resposta concertada que não passe apenas pela repressão policial, mas também pela legislação e educação. O Governo pretende acelerar os mecanismos de bloqueio de conteúdos terroristas na rede, mas aponta a "contranarrativa" como a arma mais eficaz.

A nova estratégia prevê um trabalho de proximidade com as escolas e famílias para que estas saibam identificar os primeiros sinais de isolamento ou mudança súbita de comportamento nos jovens, frequentemente associados ao consumo excessivo de propaganda extremista.

Uma resposta da sociedade civil

O evento serviu para clarificar que a segurança interna depende agora, mais do que nunca, da literacia digital. Para as autoridades, combater a radicalização exige um esforço coletivo para impedir que a internet continue a ser utilizada como um terreno fértil para o recrutamento de "lobos solitários" ou grupos que visam desestabilizar a coesão social em Portugal.

Fonte-lusa

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