Lisboa, 27 out 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o presidente do Chega, André Ventura, protagonizaram esta terça-feira uma intensa troca de acusações na Assembleia da República a propósito do silêncio governamental durante as manifestações e intervenções policiais dos últimos dias.
Na abertura do debate sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, André Ventura confrontou a chefia do Governo sobre a sua ausência do espaço público enquanto ocorriam os protestos e incidentes em várias cidades. O líder do Chega questionou onde tinha estado o primeiro-ministro num momento de forte tensão social e agressões a agentes da autoridade, acusando o executivo de abandono do Estado de direito.
Em resposta, Luís Montenegro assegurou ter estado em trabalho contínuo e em articulação direta com a equipa governamental e os serviços sob a sua tutela. O chefe do executivo contrapôs a sua gestão orientada para a execução de políticas públicas com a postura do líder da oposição, criticando aqueles que priorizam a presença constante perante as câmaras de televisão e o comentário mediático em detrimento do trabalho de governação.