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Guardas Prisionais Marcam Greve Geral de Mês e Meio Até ao Ano Novo
Protesto entre 17 de novembro e 3 de janeiro de 2027 vai manter a maioria dos reclusos nas celas 22 horas por dia e restringir visitas e serviços prisionais.
Por Redação
Publicado em 27/10/2026 21:45
Nacional
@Lusa

Lisboa, 27 out 2026 (Lusa) — O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) anunciou esta terça-feira a marcação de uma greve geral entre 17 de novembro e 3 de janeiro de 2027, motivada pela falta de concretização governamental dos acordos relativos a trabalho extraordinário e promoções de carreira.

A paralisação, que se estenderá por cerca de mês e meio, prevê a manutenção de serviços mínimos e o asseguramento de diligências urgentes pelas forças de intervenção e cinotécnicas. Contudo, a estrutura sindical antecipa que pelo menos 70% da população prisional permaneça retida nas celas durante 22 horas diárias. O período de greve implicará a limitação das visitas a uma por semana, a suspensão de visitas íntimas e da entrega de bens externos, além do encerramento das padarias internas nos estabelecimentos prisionais.

O sindicato justifica a medida extrema com o incumprimento dos compromissos assumidos pelo Governo, destacando a ausência de regulamentação para o pagamento de horas extraordinárias — estagnada há oito meses nos ministérios da Justiça e das Finanças —, a falta de preenchimento de vagas para cursos de chefias e os atrasos nas promoções internas. A direção do SNCGP afirma que a paciência da classe atingiu o limite após anos de expectativas frustradas quanto à valorização profissional.

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